05/08/2007

ALDEIA DE DEUS

Ela me abandona de qualquer jeito aqui.
Diz que pode me dizer o que fazer, mas não sabe o que falar,
E quando me olha,
Aquele olhar me diz nada.
Um nada tão fundo e opaco, que a luz de meus olhos,
Nem perde tempo de ir até lá.
Cem motivos tenho pra voar,
e vou descer até a aldeia.
Lá encontrarei alguém que entende minha língua.
Que sabe quem eu sou. Pois ela não me conhece.

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