05/08/2007

CAFEÍNA

Hoje não há poesia, nem rima inútil qualquer.
Escolho as horas apenas por acaso.
Não sei onde me esconder, pois são tantos lugares distantes.
Hoje não tem sombra, não há sol também.
Nosso calor consumirá a terra inteira.
Depois de tudo quando vier a paz, contaremos estórias do tempo das guerras.
Mentiremos e nos faremos de heróis, sim grandes heróis.
Vamos ser eternos nesse dia, ou nessa noite.
Faltam duas horas e meia para que morramos nessa chama.
Eu sei o que não preciso saber, e o que eu precisava esconderam de mim.
Tudo me vem tarde demais, minha casa, meu amor e meu sorriso.
Espero me tocar algum dia e deixar brotar em mim o que sou sem medir nada.
Olha.
Eu ainda não sei meu nome.

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