05/08/2007

CAVALEIROS DA ROSA

Tenho visto castelos por aqui. Muros lindos e altos.
Os cavalos agora são de ferro e são as próprias armaduras dos cavaleiros sem luta.
Perdidos como Quixotes, atrás não mas de torres mas de um dragão.
O dragão chama-se conforto, e os cavaleiros não se importam em cravar suas espadas pelas costas.
Corvardes, estes cavaleiros negam a fome, simplicidade e desventuras.
Suas espadas mais afiadas que laminas são molhadas pelas glândulas salivares
E estão amoladas entre seus dentes, dispostas a mentir e blasfemar.
Deus de meu coração: o que aconteceu?
Porque nós nos perdemos e ficamos tão longe de ti.
Peço perdão pela intimidade, mas me disseram que eu podia, que eu era parte de ti.
Acredito: corrigi me, se me engano, faz-me melhor, faz-me mais servo, mais sábio e mais forte.
Para que eu veja o meu verdadeiro dragão, a ganância.
Para que no final vossa espada toque minha cabeça e digas que posso ser chamado "Meu Filho", chamado de SIR.

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