05/08/2007

DEMÓNIOS DO METRO

Pelos canais escuros do metro
Passeiam eles…
Bem vestidos e animados, dividem comigo o espaço vazio.
Assustados os usuários observam,
Como se os demónios quebrassem as regras de uma vida prescrita.
Quem os fizeram?
Quem as fizeram?
Quem são seus pais?
Pois, já agora é outra estação, outra paragem.
Me aparecem outros demónios, na moda e fora dela.
Difícil descrever, difícil para de olhar.
Suas expressões são nada.
Pensam em vidas, em almas, em dinheiro.
Quase tudo que se compra por aqui.
Meu rosto sonolento reflecte na janela.
Aumento um pouco a musica para sentir você, mais perto de mim.
Pois sempre voltam a me circular.

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