05/08/2007

DIAS

De que me vale, se nem nasce o sol.
Quantos dinheiros salvam sua alma.
Quantos sonhos tenho ainda… Noites já não muitas.
Espero seu sorriso pela manhã escura…
Que já não está…
…É ausente esse sorriso.
Quero um dia igual aos que disse “ser lindo”.
Um céu azul em vez de uma borra cinza e manchada.
Meus óculos se perderam no caminho, minhas lembranças ainda vivem fortes e saudáveis.
Eu não sei está só, nem quero aprender, mesmo que talvez deva.
As vezes… Só as vezes, canto por você.
As cordas lembram sua presença. Fica comigo até o fim.
Vamos olhar a letras subirem outra vez.
Quando começar a terceira parte. Aquela que o mocinho se vai, não chore, por favor.
Eu nunca fui um mocinho e sou parvo demais para ser bandido.
Mudei o rumo de casa, peguei outra via, quase me perdi, mas estou aqui para te contar.
Quando olhar para mim pela manhã, em nosso dia especial.
Lembra me de dizer como tive medo, lembra-me também de como fui um homem.
Pois há dias que pareço um menino com medo do que há em baixo da cama.
Não tenho mais medo de meias brancas e ténis sujos, não tenho.
Sem esperança vou cantar mais triste.
Por isso acordo e olho no espelho, pois estou pelo melhor.
Mas depois da euforia, lembro-me de nossa última escuridão.
Bom humor, bom sabor, seu cheiro e nos junto como nunca mais.
Pois nunca há dois momentos.
Nunca há dois de nós…Nunca.
Quero você para mim, pois vamos envelhecer juntos.
Algum dia…

Sem comentários:

Enviar um comentário

AVISO: O sistema de comentários está aberto a todos os leitores, no entanto sinto-me no direito de apagar qualquer coisa que julgue ofensiva. Obrigado .