05/08/2007

MUITO VENTO

Eu que já não dormia a muito.
Meus olhos ardiam e eu pouco via.
Ela ao meu lado e em toda parte.
Era como eu, uma presença ausente, perdida entre os dias e as noites.
Falávamos de amor, de dores e de como é bom ser único.
De ser dois e ser um.
Já agora passam das sete.
Mal acorda, mal dorme e bem vive.
Eu nem sei das horas, quase sempre é dia.
As minhas declarações são as nossas e permito que fales por mim.
Um mundo estranho e novo se desvenda, que vemos e conhecemos,
Através de túneis.
Novas amizades e um oceano do tamanho dessa saudade.
Não conhecemos a liberdade, nunca a quisemos, para certas coisas
A liberdade não presta. Às vezes quando se tem é tarde demais.
Eu espero nunca está livre de você. Que nunca seja tarde demais.
Pelas janelas foscas, carros, chuva e 17 Graus.
Entre nós uns quarenta.
Vem comigo, tudo somos nós, tudo mesmo.
À noite são poucas luzes e muito vento.
Quase me lança a parede perto de casa,
Acho que bati a cabeça, acho que a machuquei.
Penso em nós, como que acordando juntos.
Sem melodramas, fodam-se as relações modernas.
Não sou moderno, prefiro ser um chato.
Quando só se tem agente e não se tem mais,
Não se tem mais nada.
Pois algo tem que valer a pena, algo que valha a pena.
Algo que seja agente, algo que esteja em nós.

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