05/08/2007

O SÁBADO DE NOSSA ALMA

Foi somente ontem que resolvi mudar.
Sentei à mesa com o arquiteto.
Refizemos os nosso planos, o que ele queria e o que eu desejava.
Antes de tudo isso, eu havia chorado um cem número de vezes.
Já não há motivos para tanto, já não há!
Olhei para o céu mais uma vez, e vi como era claro e bonito.
Esperei tocar uma canção que jamais tinha ouvido e ela me tocou.
E um mundo extremo e rápido me tirou daquele lugar.
Então me perguntei – Onde é o meu lugar?
Santa mãe, minha heroína da-me tua benção.
Minha Gaya, minha Bárbara e minha Santa Estrangeira.
Ó Sara, erga a tua mão.
Pois sinto-me tão fraco ante esse mundo novo.
Antes apenas ser ignorante e tolo.
Pois são os tolos que têm a armadura mais forte contra a dor.
Os tolos são livres.
Eu quis ser livre quando era tolo, mas inevitavelmente algo em mim não era manso.
Eu busquei o seu nome e busquei intimidade com a arquitetura.
Eu busquei uma vida nova de conhecimentos e testes, experimentos e provas.
Foi então que o guardião me deu seu “sim”
Andei em passos retos e minha roupa era tão longa que tocava o chão.
De um azul tão lindo quanto o que se vê no céu pelas manhãs.
Quantas vezes eu dormi em sua casa. A espera de tocar a música da “Hora”.
O inicio da sensibilidade e o encontro com meu mestre.
Por isso tudo foi que mudei.
Para que meus olhos brilhassem ante as velas, com nossa luz, nossa vida e o nosso maior amor.
Para quê a razão se perdesse e cada um naquela sala encontrasse nas tardes de um sábado quente ou frio, aquilo que busca como verdade.
No sábado de nossa alma, no nosso santo lugar.
Havia uma rosa na entrada e foi por isso que me calei...

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