05/08/2007

O VOLUME E O SAL

Quando o mar foi feito…
Não se sabia então, que um dia ele transformaria numa parede.
Levantou-se o mar e cheio de imponência deitou a minha frente
Como um cão que me desafia e se impõe contra meu medo.
Hoje voltei a ter coragem de olha-lo de perto.
E bem de perto fiz correr dos meus olhos algo que aumentou seu volume e seu sal.
Tornava-se mais forte e maior cada lágrima minha.
Então entendi e me arrependi das vezes que chorei.
Cada lágrima que derramei foi seu alimento.
Devorava e sentia-se feliz, mas sempre faminto.
A saudade me faz sentir o cheiro do salitre.
Em toda parte, consome tudo.
Nos faz chorar.
O mar será faminto em minhas mãos. Pois sei o segredo dele.
Caminho até nós de novo. Sem lágrimas, sem medo.
Até o breve dia de nossa boca.
Até o breve.

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