05/08/2007

SANTA BUSCA

Vazio
É apenas vazio o que tenho em mente, sinto a carne queimar.
Nesse meu verão mental e físico, real e constante. Tem em si um inferno.
Vêm em mim almas perdidas e contam a mim segredos de outrora.
Falo de seus defeitos em tons de elogio, elas sorriem.
Onde erro? Ó inferno real.
Já agora, sinto saudade de “só”, já agora me encontro, e deitado me vem à doçura.
Qual o lado certo? Quantos duvidam de mim? Quem sou eu?
Perdido e com fome e sede mim.
Vazio.
Soa como um refrão, da música que tem como caixa amplificada meu corpo.
Vazio.
Outra vez vazio.
Querida alma, retoma o caminho de meu tão perdido corpo.
Viva em tu mesma, cheia de conflitos e de suas próprias perguntas estúpidas.
Porque se for para ser estúpido melhor ser original.
Sei onde quero chegar, mas nem sei como chegar.
O mapa está aqui. Em algum lugar desse inferninho (minha cabeça).
“Hey Dude!” não quero atrapalhar, na verdade, não quero nem te ver!
Mas esse calor não me deixa pensar muito, pois não?
Espero que dê tudo certo, mesmo que nunca tenha sido bom em esperar.
Logo eu, tão vazio.
Casado de coisas que nunca gostei. Tão cansado.
Queria não ter experimentado, gostaria de ter preconceitos.
De “achar” sem ter sentido
Preconceitos vazios e cruéis, mesmo daqueles.
Aqueles formadores de nossas piores frases.
Nossas frases mais vazias... Vazias como agente.

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