05/12/2007

ALÉM DA LENORA

"we're never together"

Se não me falha a memória, ouvi tua voz certa feita.
E nada me disse, é verdade!
Ainda bem que estás morta. Já não aguentava teus lamentos.
Crente na exposição firme de teu corpo e curvas,
Nada alem de teus míseros gritos abanavam o céu.
Maldita. Nunca tiveste alma, sempre foste a moda pútrida televisiva.
Tu e tua moda morreram e alguns outros desgraçados aproveitaram teu corpo para ceia.
Nada de ti quero. Mesmo nada.
Somos separados, mais que qualquer coisa que já fizemos juntos.
São tantas más recordações que nem me calha lembrar das boas, ó minha cabra!
Morrerão tanto os que vem de fora da terra, como os que para fora dela foram.
Anima-te, ó morta. O teu odor á de acompanhar-te como todas as lembranças de “Você”, “Só” e “Porquê!”
Maldita seja a cor de tua flâmula e maldito seja o tempo perdido para convencer alguns dos teus músculos que partes menos expressivas do teu corpo sabiam o caminho.
Não te guardo rancor. Mas digo-te já. Tu eras uma maldita cega e eu incapaz de guiar-te.
Mas vá. Viva na lembrança dos que gostavam de ti.
Adeus. Bom descanso.
Deus fez o homem e o homem fez Lenora, como 10 olhos e 5 corações.

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