09/12/2007

UMA LINHA DESENHADA

"-Uma pena, se você quer saber o que eu acho."

Depois de ouvir tanta coisa, já tenho medo de escrever.
O amor fascina-me, mas não como está!
Quando pedi que se afogasse comigo, tu pensaste mal, entendeste tudo errado.
Queria algo mais pleno e mais profundo.
Tua alma é imediata demais. Esse é o mal de pensar racionalmente.
De pensar direito!
Quero continuar como as crianças imaginadas por Jostein Gaarder.
Aquelas que admiram coelhos das cartolas, que acreditam em mentiras e correm com medo de palhaços tristes.
Já não somos tão iguais, quero acreditar que tenho um futuro, quero continuar a crer em nós.
Mas tu já não tens o mesmo entusiasmo, tu já não andas comigo ao teu lado.
Tu não fazes mais das estrelas teu ábaco para contar os dias de me ver.
Elas são apenas vistas como… estrelas.
Quando eu acordei e fui ao espelho, vi que estava diferente, mais cansado
Cada canto desta casa lembra nós dois, tu estás em cada coisa que toco, cada corda do meu velho violão castanho, cada exemplo que dou de grande amor.
Temos um grande problema e temos tu e eu. Entenda como quiser!
Enquanto eu tiver medo, terei dúvidas, quando tiver certezas terei a distância à distância.
Quando acordares e veres o tempo perdido, quero que grites abra os teus olhos e me abrace como nunca, a dizer que foi apenas um pesadelo. Apenas... um pesadelo!

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