25/02/2008

SINTETICAMENTE SIMPÁTICO

Eu aprendi a sorrir para todos e todos os outros hoje sorriem para mim.
Eu não fecho meus olhos, eu vejo monstros, mãe.
Se eu acreditasse em deus, pediria ao diabo para parar de me chatear.
Eu sei o que é a teima, tenho meio quilo dela no bolso.
Não posso ser responsabilizado por isso e nem isso prova nada.
Ela me chamou de monstro, eu fecho olhos e lá estou eu.
Sou a ultima pessoa que você quer conhecer e o primeiro que você lembra de esquecer.
Eu aprendi a falar quando me é necessário e pensar geralmente no modo contrário.
Eu aprendi a parecer como querem que eu seja, crente, budista ou completamente leigo.
Só para ser esquecido, só para não ser notado, só para não ter medo.
Desse lado onde ando, os carros passam ao contrário.
Tenho pernas, sou saudável, estranhamente inimaginável.
A doença que tenho não se nota por chagas, não aparento em meu rosto.
Aprendi a ser social para está no convívio. A chorar para parecer sensível.
Educadamente impecável. Pecaminosamente desprezível.
Tenho mais caras que o Dr. Lao.
Mas não sou falso. Não sou tão inteligente para o ser.
Sou apenas alguém que se acostumou ao Darwinismo urbano.
Não quero ser o mais forte...

Quero me entregar ao predador...
Eu vejo monstros.

Sem comentários:

Enviar um comentário

AVISO: O sistema de comentários está aberto a todos os leitores, no entanto sinto-me no direito de apagar qualquer coisa que julgue ofensiva. Obrigado .