04/06/2008

Frio e Cobertores

Andei por entre estas casas velhas e não encontrei lugar para descansar.
Andei entre as crianças doentes que você viu por aqui e não tive como não chorar.
Cada dia que passei sem você foi um dia como outro qualquer.
Quem contou os dias para me encontrar, hoje conta a todos como não sei viver.
Hoje, fiz o que era suposto fazer, errei novamente!
Andei acordado, se estivesse a dormir, não conseguiria tal coisa.
O que dói é saber o caminho e não ter forças para seguir.
Eu queria te encontrar mulher, queria te falar como corre minha cabeça.

Cada noite aqui é um inferno, sei que podes imaginar.
Eu sei a cor dos teus olhos e você nem se lembra do meu rosto.
Quando acordar ou levantar, se não dormir, quero que seja a cantar.
O meu desejo carnal de ser deus de mim é tão normal quanto as tuas ideias.
Tenho fome, tenho o que comer, tenho frio e cobertores para o acalmar.
Tenho sentimentos guardados entre os escombros dos meus pensamentos.
No meu coração, não há. Ele está cheio de sangue e preocupado em não parar.
Já minha cabeça, é tão vasta quanto o céu e confusa como um quadro de Van Gogh.

2 comentários:

  1. "Eu sei a cor dos teus olhos e você nem se lembra do meu rosto."muito triste isso

    sou fã de van gogh,ele foi um genio.

    belo texto

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  2. claro :D

    me passe seu msn

    abraço

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