12/12/2008

O PASSAGEIRO

E não estou muito certo do que sou.
Só sei que existe algo sombrio em mim.
E escondo.
E certamente não falo sobre.
Mas está lá.
Sempre.
Esse passageiro sombrio.

Quando ele está dirigindo
eu me sinto...
vivo.
Meio mal, por ter essa sensação de estar totalmente errado.
Não luto contra ele.
Não quero.
É tudo o que tenho.
Nada mais poderia me amar.
Nem eu mesmo.
Ou é só uma mentira que o passageiro da escuridão me conta?
Pois existem momentos ultimamente,
em que sinto...
conectado a algo mais,
a alguém.
É como...
se a máscara caísse.
E coisas,
pessoas,
que nunca tiveram importância
passam a ter.
Isso me assusta.

Mas como me entreguei várias vezes ao passageiro, quero me entregar à isso também.


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