23/06/2009

DUAL

Eu nasci quase livre, não sei ao certo o quanto.
Nasci sobre muito afecto e olhares, são também imensuráveis tais coisas.
Não quero justiça alguma, na volta saio a perder.
Não quero amor algum, na volta saio a sofrer.
Não te desesperes, eu me entrego, nem que seja um pouco.
Pode vir, estou de braços abertos... e olhos também.
Não que seja necessário... Mas assim me sinto eu.
Eu nasci num dia estranho, a estranheza é coisa relativa.
O céu estava lindo, mas as cores também são questões da percepção.
Minha mãe disse que eu era lindo, o que me faz pensar, em que altura ela mente.
Entregue-se como eu, amada. Faça como todas e eu farei igual, tentarei até o dia de desistir.
Mas sempre saberei que a culpa é minha e direi, mas não me verá triste por isso.
Não quero sentimentos nessas teses. Tese é ciência de facto.
Eu nasci assim, como nascem as Gabrielas, no meio dos desejos emergenciais. Resolvidos ali e na hora.
Por isso a confusão.
Não culpo ninguém senão a mim. Eu nasci assim me criei.
Descido cada caminho, ladeira abaixo.
Posso até dizer que amo hoje, semana que vem não sei!



2 comentários:

  1. Este dual não deve ter se perdido...Mas agora parece tão mais certo! o bom mesmo é ser com se é: mutante. Não sei mesmo o que dizer, além de que com esse escrito, me vi, sim, e tão claro!

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  2. Se você continuar lendo isso aqui, vai desaprender a escrever.

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