15/07/2009

AQUECER E ARREFECER

Cai sobre mim a realidade, logo eu que vivo minha imaginação.
Sonho a cada dia satisfazer a todo tempo meu ego.
Que merda de ego que não me deixa aquietar.
Imagino poder sanar a doença em mim. Fruto da escolha que apodreceu.
Não faço parte do pão. Desacreditado de todo pelos pesares.
Hoje há mais um aniversário de uma data sem importância para ti.
Quisera eu chegar a tempo, de transformar o ódio em luz do dia.
Mas chove, aqui dentro de mim. Há água entre nós, em nós atados.
Nem os escoteiros nos salvam.
Quero me enforcar, o tecto é baixo.
Quero te contar, o tempo é caro.
Quero me afirmar, falta coragem.
Decido-me, fico em casa hoje.
Entretanto, fico calado, gosto e acho bonito.
Não vou citar a ignorância, tu não entendes, passa-te ao lado.
Nem a leveza da merda do teu olhar convence Amim, o menino das estrelas.
Faltam constelações, falta a luz brilhar. Porque deus me subjuga.
Não sei rezar, não canto canções, não sei amar nas confusões.
Como eu queria poder.


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