12/07/2009

CADA COPO, CADA CORPO

Ajudas-me a encontrar o melhor corpo para que eu retorne.
Vivo aqui nesse lugar sem a dor e sem o toque.
Não sei exactamente se percebe o quanto estou perdida.
Ajudas-me. Tu não sabes o quanto, talvez, não saibas de nada ao certo.
Aquele melhor copo do mel, doce tão doce.
Quisera eu poder dividir, mas tenho tão pouco, que mal dá para um.
Que mal dá para uma vida.
Quantas vezes esqueci que eu mesma fosse uma.
A dificuldade é saber "uma de quê?".
Quantas vezes pensei ser nada, mas se ando por ai, eu sou algo.
As atitudes que provoquei foram orquestradas, porém não me deram o domínio de tudo. O quanto eu queria, como eu queria!
Eu até sei, o quanto queres me ajudar, dás-me ia a direcção se assim pudesses. Por um sim.
Não há para onde ir sem tua ajuda.
A seguir entre copos e corpos.
Em trocas de embriagues, trocados e paz, até por fim encontrar entretenimento num mais frio, num mais valioso ou num mais quente.
Não sei exactamente o que quero, ninguém que conheço o sabe.
Podes vir, abre a porta, eu só tenho isso, quando acabar com esse, podes beber de outro e outro. Até seca-los todos. Assim como todos aproveitadores o fazem.
Mas desliga a luz quando sair. Deixe moedas para o acaso. O acaso as vezes tem sede, de ti e de mim.

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