25/12/2009

CHÃO QUE QUEIMA

Há os que vivem nas sobras e trevas,
Os que vivem nas ruas e becos, em comunidade,
Os que guardam salas em que o poder habita.
Todas as legiões de demónios pensáveis.
A cada esquina um deles,
Em frente ou por de trás de cada um de nós.
Confundido e distorcendo,
Propagando a crença do absurdo que fere,
Invadindo as mentes, corpos e coberturas.
Semeiam os seu fascínio óbvio,
Passado a crença que o bem é uma invenção do mal,
Fundamentados e felizes pelos os resultados,
O bem agora lhes deve a subserviência.
Violência e injustiça, mentiras, dependências,
De facto, a maior evidência que o reino da inclemência,
É tão real quanto eu ou você.
Como também são a prova que o inferno está a emergir,
E por onde andará deus, na terra onde o chão já queima?
Será que também se corrompeu, mudou de planos ou tornou-se ateu?
Que acredita no homem, muito duvido!
E eu? Será que ainda sou quem digo?
Será que correspondo? Que estou zonzo ou que me entreguei?

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