10/12/2009

O TEMPO E A GENTE

Tu és quem anda entre as duas lutas,
Uma chamada tempo, outra chamada vontade,
Na luta contra o tempo, tendes a perder,
esse, cada vez que passa é mais novo, ou se renova,
como a próxima hora, a cada minuto.
Depois de um 31, não vem 32, como depois de 23 vem 0.
Cordialmente, podemos escrever canções a saudar o tempo e o vento.
A língua emudece, bem como a pele envelhece, mesmo contando ao contrário.
Não sabes nada sobre o que havia antes de tu existires, nem eu,
ele estava aqui e continuará como sempre, castigando as ladeiras da Barra.
Destruindo a beleza que por natureza é efémera,
o rebolado das senhoras e a segurança dos senhores.
Pobre de mim, tão pequeno em faixa, apenas uma ranhura no tempo,
fazendo de um, o tudo para não sumir, desaparecer ou não evaporar.
Sei dos nomes que ficaram, mas não sabemos o certo em especial,
Foi nos apresentado um passado, que nos parece fantasia e fantasiamos um futuro,
para nos consumir em alguma alegria,
Mas o tempo passa e se não fizemos nada, de nada adiantará a vontade.
É o que temos pensado, não é como temos agido.

3 comentários:

  1. Caramba, quem conheceu Wendell anos atrás não imaginava que ele pudesse se tornar tão sentimental...

    Grande abraço!

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  2. Olá!
    Quão interessante é a tua cafeína!
    Parabéns pelo belo blog e pelo texto.
    Falar do tempo é sempre difícil pois dele corremos mas é um esforço em vão.
    Sábias palavras as suas e sábias cada analogia que fez nelas.
    Abraço.

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  3. Obrigado Murilo, se é que posso sentir isso como um elogio.

    Muito obrigado também a você Ana pela visita.

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