19/05/2010

BANDEIRA ESTRANGEIRA

Eu, primeiro de todos. Eu invasor.
Rufia sem precedentes.
Quisera eu voltar atrás no tempo e tentar construir um novo e menos desesperado eu.
Teria evitado alguns tipos de contacto. Teria evitado até algumas pequenas tragédias unilaterais.
E talvez eu não fosse eu, talvez não estivesse aqui, não fosse tudo assim como é agora.
Talvez eu não estivesse tão corrompido e pútrido, imerso numa confusão dos diabos, mas se quer sei quantos diabos há. Talvez um para cada consciência.
Eu quero me jogar de vez em outra estada, procurar um lugar para esconder essa falta de jeito, seja lá em que inverno for.
Todos nós temos um, um abrigo, um umbigo ou um inferno. Chamem-no do que quiser.
Se você o encontrasse cedo, talvez pudesse entender melhor o todo a sua volta, mas jovem, somos ignorantes demais para isso. Somos.
Entendemos a piada da vida na mesma hora de fazer silêncio.
E morre contigo, tudo aquilo que é capaz de te levar daqui.

2 comentários:

  1. "How does it feel?
    How does it feel?
    To be on your own
    With no direction home
    Like a complete unknown
    Like a rolling stone"

    O velho Dylan capturou com exatidão o espírito de nossa era, seja ela pós-moderna, hipermoderna ou qualquer outra coisa. Estamos todos perdidos em meio ao caos. A maioria, a enorme maioria, nem percebe a magnitude do problema, mas garanto a você, meu amigo, levam uma vida mais confortável.

    Não é fácil ter consciência da gravidade da situação, não é fácil saber-se sozinho e sem amparo algum.

    Estamos juntos nessa batalha solitária, ainda que encaremos a situação de maneira diferente.

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  2. Infelizmente a maturidade vem com a idade e o tempo; qndo finalmente aprendo algo, preciso melhorar em outro ponto. . . Queria eu não estar numa confusão dos diabos.

    Gosto da forma q escreve.
    Bjs

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