19/05/2010

A FEITICEIRA E O CAVALEIRO

Ele era quase feito de amor, parcelas de razão, medo e raiva.
Ela era quase toda poesia, vida, feitiço e sorriso.
Mas eram dias de cavalgada plena, tempo e sonhos.
Queriam voar por cima do ar, um a cada tempo,
Pois a guerra os subtraia, cada um de uma lado das terras altas,
Cada um com amor que merecia,
Mas eram como um em pensamento e vontade.
Bem aventurado aquele amor de mais,
Desventurado coração que aposta.

-Quando as setas cruzarem o ar, lembre-se daquela canção de amor.

Ela não sabia mais o que era perder-se e ele não se entregava sem lutar.
De qualquer azar, o medo pairava. Desencontro.

-Ah! Minha falência emocional  e essas dores antigas!

Ela parecia atrevida, vestia-se com peles de animais.
Por dentro, o que faltava em descrição sobrava em vontade.
Fora encontrada no tempo, luar, luz e vento. Na terra dos corações partidos.

Já ele, agressivo e perdido, como todo sujeito que não sabe onde ir.
Seus temores eram maiores do que deveriam constar no alto do céu.

-Eu tenho que fazer isso.

Ele seguia a frente, escudo a postos, mas a espera de paz.
Ela não esperava por paz, apenas um encontro, onde quer que possa.

Até que por fim, o olhar, tempo pouco, chuva e calor.
De céu vermelho, desejo e amor.

A espada e fé que bom tempos trará.

3 comentários:

  1. cara, muito bom esse texto,a cada dia que passa vc esta ficando melhor nas palavras...
    abraços

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  2. Prendeste-me ao texto assim que li a primeira frase! Amei!
    Pim

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  3. meu irmao,

    passei por aqui e fiquei encantada pelos teus poemas' muito bom!
    um beijinho com muitas saudades
    madame bovary

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