13/07/2010

DRAGÕES E MONSTROS

Trancado.
Escuro a calmo, por todos os lados.
Baque forte, seco, porta a dentro. Roupas ao chão.
Colisão bruta de quem não quer conversa,
Te entregas, me integro, desejo que agente dilacera.
Doce, azedo, salgado e alcoólico.
Bebidas, comido, insatisfeitos e feitos ao acaso para encaixar.
Corpos pintados, dragões, monstros e até o diabo.
Suor e todas as águas desses corpos envolvidos.
Quero-te para não perder minha alma.
Quero-te, me fazes feliz.
Cada um com seu motivo e ambos desejando o desejo desse oposto.
A parte que nunca perdi, que sinto falta.
Corpo e tudo como eu queria ser se fosse,
Como eu queria ter se pudesse.
Sem muito mais, deusa, feiticeira, mulher de mim.
Eu adoro-te.

3 comentários:

  1. É doce sentir o romantismo dos que ainda mais românticos endeusam suas musas de vento, noite e olhos que insistem em não calar para a chegada do dia. Fosse o mar, poderia ser doce morrer ali, sem argumentos, apenas a morte do amor que se quer, da carne que se deseja, do neo-nada que o tempo teima em nos dar. As mulheres, como os homens, se vão, mas as musas,mesmo vãns, permanecem.

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  2. Muito belo, nossa maneira de escrever são parecidas, algo confuso no ar.

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  3. Às vezes, o dito por não dito, o sentido sem autorização, ou coragem.. às vezes, esse dito por não dito, não é confessado na hora que era tão errada que só podia ter sido a certa.
    Às vezes, não se sabe o que dizer quando se lê aquilo que são pedaços do que poderia ter sido.

    Beijo

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