08/10/2010

AQUI NÃO POUSARÁ NINGUÉM

Ele queria daquelas emoções banais.
Circundado por alguém que lhe tocasse bem.
Uma miúda prestativa e interessada,
que falasse, mas que ouvisse.
Ele queria vícios belos, aqueles temperados de sexo e virtude.
Ele queria provocar coisas,
por menos que dissesse sim.

Verdades, de tudo que você escolhe.
Mentiras, em tudo que você esconde.

Tudo, tudo tudo, começava sempre errado,
por mais belos que fossem os casos,
por mais vida longa que parecesse ter, mesmo que de longe.

Todo, todo, todo, sentimento era magro, como ele.
Era só abraço, atração, amaço e provocação.

Ele repetia sem ver, nem acreditar.
"Verdade, nada pousa por aqui."

2 comentários:

AVISO: O sistema de comentários está aberto a todos os leitores, no entanto sinto-me no direito de apagar qualquer coisa que julgue ofensiva. Obrigado .